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Vigilância inicia levantamento de infestação da dengue

Vistorias devem apresentar situação atual do município de combate a proliferação do Aedes aegypti. Chuvas constantes seguidas de calor intenso geram preocupação

As chuvas constantes da última semana aliado ao crescimento das temperaturas dos dias anteriores são chamarisco de um alerta sazonal: a epidemia da dengue. Os dias calorosos e as recentes pancadas de chuva são favoráveis para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito vetor da dengue. Nesta semana, o Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde iniciou o levantamento do índice rápido para manifestação do mosquito no município. O objetivo é verificar os bairros com maior infestação e apresentar um diagnóstico da situação da cidade. Os resultados serão apontados na próxima semana.

O levantamento é realizado anualmente, sobretudo nesta época do ano, na qual as condições climáticas são propícias para a infestação. De acordo com a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, a preocupação é maior nesta semana em razão das chuvas da semana passada, as quais acumulam água em recipientes externos. “Isso nos preocupa bastante. Estamos entrando numa estação que preocupa muito. São dias mais quentes, chuvas, água acumulada”, afirma. Ela esclarece, no entanto, que o índice não está muito alto nessa época do ano. “Ainda não está muito alto. Esse é o momento para chamarmos atenção da população, para que elimine todo tipo de criadouro, ou seja, toda a água que possa estar parada no terreno ou em casa. Isso nos permite que possamos chegar nos dias mais quentes do ano mais tranquilos em relação a infestação”, acrescenta.

O índice não estar em estado alto se deve em razão a recente saída da estação de inverno. “Saímos de uma estação mais tranquila de infestação do aedes”, declara Ivânia. O combate aos criadouros do mosquito vetor da dengue, no entanto, nunca se encerrou, apesar dos meses amenos de inverno. De acordo com a chefe do Núcleo, a orientação e a prevenção na sociedade é um trabalho contínuo, que será intensificado a partir de agora. “Em nenhum momento paramos com as vistorias e a fiscalização nos imóveis. Independente do frio ou do calor, fizemos as vistorias”, relata.

Fiscalização depende do bom senso

O agente de combate a endemias é amparado por lei federal que regulamenta o acesso às residências para realização de vistorias de combate ao mosquito transmissor da dengue. É papel do agente, portanto, acessar os locais, vistoriar, notificar, caso seja necessário, ou multar o proprietário. No entanto, se deparar com terrenos, imóveis alugados ou à venda ou residências fechadas é comum para o setor, o que dificulta a fiscalização. Por isso, a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde solicita compreensão da comunidade. “Existem muitas pessoas que não abrem a casa pra vistoria. A lei nos ampara quanto a isso. Se o pátio permite acesso, a gente fiscaliza. O imóvel que não conseguimos, tentamos localizar o proprietário. Entramos em contato e solicitamos providências”, explica Ivânia. O prazo máximo para liberar o acesso é de 48h. 

Combate ao Aedes aegypti

O Ministério da Saúde liberou em setembro R$ 30,4 milhões referentes à segunda parcela de recurso adicional para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Ao todo, 3.148 municípios em 20 estados e o Distrito Federal serão beneficiados porque cumpriram critérios para intensificar as medidas de prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O envio da segunda parcela foi condicionado ao cumprimento de alguns critérios, especialmente a realização de levantamentos sobre a infestação em imóveis e o monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região) nas cidades sem infestação do mosquito.

Em 2017, até 2 de setembro, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84,8% em relação ao mesmo período de 2016. Os casos de febre chikungunya reduziram 34,2% no período, com o registro de 171.930 casos prováveis.

Até 2 de setembro, foram registrados 15.586 casos prováveis de zika em todo país, uma redução de 92,6% em comparação a 2016. Em relação às gestantes, foram registrados 2.105 casos prováveis, sendo 728 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

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