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Em coletiva, De Loreno divulga áudios e revela nome do advogado

Depois de ter sido colocada em dúvida existência do conteúdo, presidente do Legislativo resolveu divulgar conversa que teve com Eugênio Grandó. Advogado nega que a conversa tenha sido tentativa de intimidar o progressista por causa do acionamento da Comissão de Ética

O presidente da Câmara de Vereadores de Carazinho, Estevão De Loreno (PP) convocou no final da tarde desta sexta-feira (11) uma coletiva de imprensa para esclarecer a polêmica que surgiu no começo da semana envolvendo uma conversa que ele teve no aplicativo de mensagens whatsapp com um advogado que estaria, segundo o presidente, propondo um acordo para amenizar as denúncias contra o vereador Clayton Pereira (SDD) e o diretor de Expediente da Casa, Ezelino Ramos.

Há duas semanas De Loreno convocou a comissão de ética do Legislativo para investigar supostas irregularidades com ressarcimento do vereador do Solidariedade, numa viagem que ele realizou em março para Porto Alegre. Dias depois, o vereador João Pedro Albuquerque denunciou irregularidades envolvendo o diretor de Expediente, homem de confiança do presidente, também em relação a uma viagem à capital.

De Loreno entende a denúncia contra o servidor da Câmara como retaliação pela convocação da comissão de ética. É neste contexto que afirma que o advogado com o qual conversou, no caso o ex-vereador Eugênio Grandó, teria tentado intimidá-lo. Durante a coletiva, o progressista reproduziu os áudios bem como os prints da conversa que teve. “Esclareço minha trajetória de três mandatos. Não faço conchavo nenhum, não sou mentiroso, não aceito troca por moeda nenhuma, tenho uma conduta ilibada e sempre tive, sempre preservei pela seriedade. Não sou criminoso, mentiroso e venho a público esclarecer e disponibilizar os áudios e a parte escrita do contato que tive com o advogado Eugênio Grandó”, introduziu o presidente. “Devido a uma denúncia feita por um colega vereador na qual fui citado, divulgo e disponibilizo para a imprensa. Digo que a comissão de ética já está investigando um colega vereador. Segunda-feira determinei que seja aberto procedimento para investigar a denúncia contra o Diretor de Expediente. Me preparei muito para estar nesta cadeira, lutei a aprendi muito para estar aqui com seriedade e honrar a população que votou em mim para que estivesse aqui pela terceira vez”, continuou.

O presidente disse também que não compatcua com este tipo de situação e qualquer denúncia que tiver fundamento será investigada. “Não sou corrupto, tenho muito orgulho de quem eu sempre citei nas minhas campanhas que é meu pai, que me criou na humildade. Digo que meu pai nunca se decepcionará comigo”, reiterou.

Em entrevista à Rádio Diário AM 780Khz, De Loreno confirmou que se sentiu intimidado. “Como sei da ligação dele (Grandó) com as outras partes e com tudo que foi feito nas redes sociais, tentando me chamar de mentiroso, de criminoso, que eu não tinha estas gravações, me senti na obrigação de divulgar. Iria fazer isso com calma, passo a passo, mas diante da precipitação e as pessoas começaram a me ligar, estou divulgando. Não escondo nada e cada um tire suas conclusões”, colocou, ressaltando que nunca havia passado por situação parecida na vida pública. “Precisamos enfrentar, ter sabedoria porque tudo é um aprendizado. Quando tomei a atitude para convocar a comissão de ética, sabia que viriam retaliações, mas não esperava que seria desta forma. Acho que cada um que pague pelos seus atos e se eles estão tentando nos intimidar, deixo claro que a comissão vai investigar, serão abertos os procedimentos corretos e nós não temos nada a esconder.

As conversas
No primeiro áudio Grandó declara “Homem, tu sabe que não é porque um roubou – modo de dizer – matou, que o outro matou e não acontece nada. Largue de denunciar, né cara. Tu sabe que é assim o brique. Foram incomodar o outro lá, o Clayton, deixa o homem quieto. Ter oposição é uma coisa saudável. Todo mundo precisa da oposição.

Depois menciona: “Tu é o presidente, tu tem que chamar para uma sala e dizer isso. Óh vamos zerar as diferenças, quem quer ser oposição seja, quem quiser ser situação seja, e desde que a gente não fique se pegando um no outro aqui. Tu só sai ganhando quando o presidente fizer isso”.

Mais tarde coloca: “É homem, mas quem está de fora e o Brasil do jeito que está... As pessoas estão cansando. Escute o que estou dizendo. Sempre tem eleição para frente. Sempre tem que pensar nisso. E o povo está cansando, de um modo geral”.

Em outro áudio, comenta: “Homem, eu não me meto em nada. Só me contratam, dai eu tem que fazer, se me contratam. Mas senão, não, não me meto em nada”.

Confira a conversa completa



O que diz Grandó
Procurado pela Diário AM 780, Eugênio Grandó declarou estar surpreso com a divulgação de De Loreno. “Foi uma conversa com uma pessoa que eu considerava amigo, ex-colega vereador e ele me chamou. Não liguei para ele, não chamei ele. Foi ele quem me chamou. Fomos conversando sobre política. Não vejo nada de mal na gravação. A única coisa que fiz foi dar um conselho para ele, que ninguém mais aguenta a briga entre vereadores. Eu já fui vereador e quando a gente sai da casa vê o quanto a população não gosta deste tipo de intriga, afinal de contas, os vereadores foram eleitos para trabalhar pela comunidade, fiscalizar o Executivo e levar os pleitos de todas as pessoas ao Executivo”, disse. “Em momento algum eu falo em tirar o processo do Clayton, que o processo foi colocado por este ou aquele motivo. Falei que eles deveriam se reunir e zerar as diferenças para o poder sair fortalecido. Primeiro não fui eu que liguei, não tinha interesse no assunto. Ele que me chamou. Não tenho interesse nenhum em política mais, é uma página virada na minha vida. Não tenho interesse de ajudar A ou B e se analisar a conversa toda, não tem nada de mais”, reiterou.

Grando promete colocar a Ordem dos Advogados do Brasil a par do assunto. “Vamos levar adiante. Vamos levar para a OAB. Já mostrei para vários colegas a conversa como um todo. Não tem nada de imoral ou antiético. Na verdade, acho que o vereador não tinha nada na mão quando foi até o jornal. Lançou a dúvida por um problema entre eles, dentro da Câmara e agora ficou numa sinuca de bico, não tinha o que usar, usoue sta conversa que não tem nada de mais. Em momento nenhum se falou em retirar o processo. Foi uma conversa com um ex-amigo, que agora considero ex-amigo, uma pessoa que eu me dava bem, mesmo sendo da situação e eu da oposição. Fui inocente de conversar porque jamais pensei que ele iria deturpar o contexto”, acrescentou.

Grandó requerá sessão de desagravo. “Vou tomar as medidas cabíveis na esfera cível, vou requerer que a OAB exija uam sessão desagravo na Câmara porque afinal de contas estão usando o nome de um advogado que não fez nada de errado. Estou bem tranquilo, mas fico chateado porque tenho família. Estou afastado da política, não vivo da política, e os familiares acabam sofrendo e o meu nome lançado na lama. Mas vou tomar minhas providências”, colocou.

Grandó admitiu ter sido procurado por Clayton Pereira, mas não em função deste caso. “O vereador e a namorada dele foram até o escritório para contratar os serviços advocatícios do escritório por uma ação particular de ambos, nada tem a ver com a Câmara.

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