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Saúde

Alterações nas pintas da pele merecem atenção

Autor: Redação Diário da Manhã
Alterações nas pintas da pele merecem atenção
Foto: Divulgação

Junho é mês de conscientização sobre o melanoma, tipo mais agressivo do câncer de pele. Em 2015, mais de 260 pessoas morreram em decorrência desse tipo de câncer no RS

A pele é o maior órgão humano e tem muitas funções importantes. Ela necessita de proteção em todas as estações do ano e merece atenção, especialmente, quando aparecerem pintas de coloração escura e formato irregular. Esses são alguns dos sinais que podem indicar o melanoma, que é o tipo mais agressivo do câncer de pele e matou mais de 260 gaúchos em 2015. A incidência desse tipo de câncer na região Sul é alta comparada com outras partes do País. Isso porque grande parte da população dessa região tem a pele clara - um dos fatores de risco.

Uma das formas de identificar os sinais é prestar atenção na regra do ABCDE do melanoma: Assimetria, Borda, Cor, Diâmetro e Evolução. O oncologista clínico do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alvaro Machado, explica que essa regra visa a análise da forma, bordas, cor, tamanho de uma lesão e a evolução, que indica qualquer alteração. “Devemos ter em mente essa regra. Manchas, nevus na pele que sejam Assimétricos, ou tenham Bordas irregulares, ou Cor que varie do castanho claro ao preto-azulado, ou com Diâmetro maior que seis milímetros, ou que tenham qualquer alteração Evolutiva, qualquer modificação, merecem atenção e o paciente deve procurar seu médico. Em geral, as especialidades que manejam o melanoma são os dermatologistas, cirurgiões plásticos, cirurgiões oncológicos e oncologistas clínicos”, destaca.

Diferença entre o câncer de pele melanoma e não melanoma

O câncer de pele não melanoma é o mais incidente no Brasil. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 175 mil novos casos a cada ano. De acordo com o oncologista do CTCAN, o câncer de pele não melanoma são todos os outros cânceres de pele como o carcinoma basocelular, o epidermóide ou espinocelula. “Essas neoplasias cutâneas são facilmente curáveis com cirurgia em fases iniciais e têm baixas taxas de recidiva ou disseminação. Elas se originam nas células da epiderme (epiteliais)”, explica o oncologista.

Já o câncer de pele melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase. O melanoma se origina nos melanócitos, células que produzem a melanina (pigmento que dá cor à pele), em maior ou menor grau. “São células encontradas em quase todas as partes do corpo. O melanoma tem potencial de recidiva e disseminação mesmo em fases precoces. Por isso, a necessidade do diagnóstico precoce e tratamento preciso”, salienta.

O Inca estima 5,6 mil novos casos de câncer de pele melanoma a cada ano. O oncologista do CTCAN ressalta que a incidência no RS e SC é mais que o dobro de São Paulo. Em 2015, conforme dados do DataSUS, foram registradas 1,7 mil mortes por melanoma no Brasil e 262 mortes no RS. “O melanoma é mais comum na pele, onde há maior concentração de melanócitos, mas pode ocorrer em regiões diversas do organismo como olho, bexiga, próstata, reto, esôfago, vulva”, reforça.

Fatores de risco e prevenção

Um dos fatores que contribui para o alto número de casos de câncer de pele no Brasil é em função da grande incidência solar. A pele clara e o histórico familiar, aliado a falta de proteção solar da pele, também são fatores importantes. “A pele clara, por ter menor quantidade de melanina, tem maior sensibilidade à radiação ultravioleta solar ou de outras fontes como, por exemplo, câmaras de bronzeamento. Em geral, o histórico familiar tem muito a ver com a pele clara, mas existem algumas síndromes que estão associadas ao câncer de pele como albinismo, síndrome familiar do nevus displásico, entre outros”, pontua.

Conforme o oncologista, a prevenção se baseia em limitar a exposição ao sol usando filtro solar, roupas de mangas e chapéus de abas largas, óculos escuros e, para aquelas pessoas com nevus ou fatores de risco, avaliações periódicas e mapeamento das lesões.

Importância do diagnóstico precoce e tratamento

Mesmo que o melanoma tenha potencial de disseminação em fases inicias, o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para a cura. A cirurgia é a base do tratamento curativo na fase inicial. O oncologista do CTCAN enfatiza ainda que a extensão da ressecção, biopsia de linfonodo sentinela e terapia medicamentosa após a cirurgia dependem de análise de cada caso. Segundo ele, o tratamento medicamentoso do melanoma sofreu uma revolução nos últimos anos com a chegada da imunoterapia e das terapias alvo dirigidas.

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